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PICANHA E CERVEJINHA PARA OS MILITARES BANCADO COM DINHEIRO PÚBLICO

Foto montagem Editorial
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Brasília-DF. Depois do escândalo das latas de leite condensado, água de coco e chicletes, os deputados do PSB fizeram o levantamento federal e descobriram que, cerca de 80 mil unidades de cerveja e mais de 700 mil quilos de picanha foram comprados com superfaturamento de 60% no valor final do produto.
Parece que a farra com o dinheiro público não para. Depois da constatação dos dados levantados o grupo encaminhou a PGR ( Procuradoria Geral da República), pedido de respostas para o gasto. A ostentação e superfaturamento mostram a falta de respeito com o dinehiro público em meio a pandemia do Coronavírus.
Os Deputados Federais que assinaram o documento são: deputados Vilson da Fetaemg (MG), Elias Vaz (GO), Alessandro Molon (RJ), Denis Bezerra (CE), Lídice da Mata (BA), Camilo Capiberibe (AP) e Bira do Pindaré (MA).
“Essas bebidas especiais são mais caras e elitizadas, estando distantes dos cidadãos mais pobres”, citam os deputados no texto da denúncia.
O custo médio de uma carne nobre como Picanha custa no mercado em torno de R$ 45,00 o quilo, mas a comprada pelo Governo Federal saiu por R$ 118,25 por quilo. Um dos deputados disse: “não é possível conceber que agentes públicos possam estar se deleitando com banquetes e bebidas alcoólicas às custas dos cofres públicos”.
“A associação de 700 mil quilogramas de picanha e 80 mil itens de cerveja em compras públicas não parece ser um exemplo de gestão alinhada ao Princípio da Moralidade Pública. As quantidades citadas, entretanto, demonstram a falta de bom senso, ética, respeito e parcimônia na execução orçamentária. Para nós, trata-se de um comportamento ilegal e imoral por parte desses gestores, especialmente em um ano de pandemia e crise econômica”.
O povo brasileiro chegando a quase 22 milhões de desempregados, economia de barranco abaixo e o gasto luxuoso para privilegiar alguns poucos agentes públicos, saem dos cofres públicos nessa proporção.
Os Deputados do PSB querem um pronunciamento da PGR o mais rápido possível. “Eu já servi o exército e sei que precisam de comida, mas picanha e cerveja?”, conclui.


Nota de esclarecimento do Ministério da Defesa

“Existe sempre uma significativa diferença entre processos de licitação e a compra efetivamente realizada, cuja efetiva aquisição é concretizada conforme a real necessidade da administração. Assim, é imprescindível que se faça essa segmentação adequada, quando se faz a totalização dos valores, interpretação e principalmente a divulgação pública destes dados, de modo a evitar a desinformação.

Apresentar valores totais de processos licitatórios homologados como sendo valores efetivamente gastos constitui grave equívoco.

Destaca-se, ainda, que, ao contrário dos civis, os militares não recebem qualquer auxílio alimentação. Diante disso, as Forças Armadas são responsáveis por prover a alimentação balanceada de 370 mil militares da ativa em 1.600 organizações espalhadas por todo o País. O valor da etapa diária por militar, incluindo as três refeições, é de R$ 9,00.

Tendo em vista a representação encaminhada à Procuradoria Geral da República, o MD informa que irá aguardar a notificação do órgão competente sobre este assunto.

O Ministério da Defesa e as Forças Armadas reiteram seu compromisso com a transparência e a seriedade com o interesse e a administração dos bens públicos. Eventuais irregularidades são apuradas com rigor.”

Fonte: Correio Braziliense

Alê Moraes

Editor Chefe
Jornalista, Editor, Programador, Apresentador, Repórter. O compromisso com a verdade e a narrativa real dos fatos mediante apuração, fazem da profissão uma dura realidade do cotidiano.
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