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BOLSONARO QUER PROTEGER PAZUELLO A QUALQUER CUSTO

Reprodução Internet
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O Palácio do Planalto trabalhou rapidamente para esconder Eduardo Pazuello embaixo das asas do seu protetor. O ex-ministro da Saúde do Governo Jair Bolsonaro assumirá o cargo na Secretária-Geral do Exército, em Brasília. Ele que estava lotado na 12ª Região Militar em Manaus-AM, antes de substituir Nelson Teich no Ministério da Saúde, era o segundo homem na hierarquia como secretário executivo, assumindo provisoriamente como ministro interino e posteriormente como Ministro da Saúde.

O cargo de Secretário-Geral do Exército é responsável por organizar as reuniões, um tipo de mestre de cerimônias dos militares, informar sobre o uso de uniformes e conduzir os processos de concessões de medalhas. Um cargo muito aquém do status de Ministro de Governo e rebaixando a um cargo provisório na tentativa de proteger Pazuello, que será investigado pelas ações mediante a pandemia, enquanto esteve como ministro no Ministério da Saúde.

Alguma semelhança com o caso da ex-presidente Dilma Rousseff, quando quis nomear o ex-presidente Lula como assessor em uma pasta, para dar a ele foro privilegiado, numa clara tentativa de acobertá-lo e salvá-lo de uma possível prisão, que ocorreria dias depois pelo então Juiz Federal Sérgio Moro.


Bolsonaro está preocupado com a situação de Pazuello, pois a cada dia que passa, perde mais e mais apoiadores da ala militar do Exército e mesmo tendo dado tantos cargos aos militares, colocou um general em uma situação muito difícil de sair e provavelmente tomará um processo pela CPI da Covid do Senado Federal.

Bolsonaro teceu elogios em um evento no Pará, afirmando que ele (Pazuello), teria feito o dever de casa, referindo-se a compra das vacinas, oferecidas na ocasião pela Pfizer ao Brasil e que o ex-ministro não teria assumido compromisso de compra. “Seria uma irresponsabilidade do governo despender recurso para algo que ninguém sabia o que era ainda, porque não estava no mercado”, disse Bolsonaro.


Bolsonaro já tinha dito em um outro evento em Manaus, que era agradecido ao ex-ministro Pazuello, e disse que:  “diminuiu os danos da pandemia”, nas palavras dele.

O Brasil chegará aos 400 mil mortos no final do mês de abril, se a curva de mortes não baixar nos próximos dias. Com média morte de 2.800 óbitos diariamente e cerca de 80 mil mortes só no mês de abril, o Brasil hoje é um dos que mais tem mortes por habitante no mundo inteiro em relação a pandemia.


A visitação de Bolsonaro em Manaus, causou aglomerações e ocorre no dia seguinte em que, o Governador do Amazonas Wilson Lima afirmou que Manaus está vivendo a terceira onda da maior crise sanitária do Brasil.
O presidente não usou máscaras, apertou a mão de vários apoiadores, fez foto selfie ao lado de várias pessoas, não manteve o distanciamento social, seguindo tipicamente os não cuidados para evitar a propagação do Covid-19.

Alê Moraes

Editor Chefe
Jornalista, Editor, Programador, Apresentador, Repórter. O compromisso com a verdade e a narrativa real dos fatos mediante apuração, fazem da profissão uma dura realidade do cotidiano.
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