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PODE ACABAR MEDICAMENTOS DE INTUBAÇÃO NAS ÚLTIMAS 48 HORAS NOS HOSPITAIS PRIVADOS

Rubens Cavallari/FolhaPress
Rubens Cavallari/FolhaPress
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A Associação que é representante dos Hospitais Privados, requisitaram do Ministério da Saúde os medicamentos necessários para intubação de pacientes, enviando imediatamente para a rede pública de saúde em caráter de emergência, pois afirmam que poderá faltar os medicamentos no prazo de até 48 horas em algumas instituições privadas.
Está faltando sedativos que é essencial para intubação, anestésicos, bloqueadores musculares e o mais agravante a instalação de tubos de oxigênio. Sem eles, não é possível socorrer que estão internados em estado grave de Covid-19, que estão internados nos leitos de UTIs e que precisam de ventilação mecânica. Alguns médicos temem que, os pacientes possam morrer sufocados nesse período.
Goiás também está acima da sua capacidade de ocupação e vem alertando a população, prefeitos e autoridades para que restrinjam ainda mais, afirmando que o dever dos gestores é de salvar vidas, como vem batendo nessa tecla o Governador.
“Precisamos que o governo dialogue o quanto antes com o setor privado. Nossos estoques estão muito baixos e não estão sendo repostos pela indústria por conta das requisições administrativas que o ministério está fazendo nas fábricas”, afirma o diretor-executivo da Associação Nacional de Hospitais Privado (Anahp), Marco Aurélio Ferreira.
A preocupação dos médicos nos hospitais está absurda, disse ter se emocionado ao receber o relato de um colega em uma unidade de atendimento de emergência.
Jair Bolsonaro afirmou no Twitter que a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a compra dos Kits de intubação a fim de evitar o desabastecimento.
A ANAHP publicou a seguinte nota:

“CARTA ABERTA

RISCO IMINENTE DE FALTA DE MEDICAMENTOS PARA PACIENTES COM COVID-19

A situação é crítica e, se medidas urgentes não forem tomadas em âmbito nacional, mais pacientes morrerão.

Há um ano, o Brasil tem se mobilizado para o enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19). A saúde, sem dúvida, é um dos setores mais afetados pela pandemia, e tem se deparado com vários desafios importantes.

Um dos mais graves, neste momento, é a iminente escassez de medicamentos necessários para atendimento aos pacientes graves acometidos pela Covid-19, bem como a requisição desses medicamentos pelas secretarias municipais de saúde e pelo Ministério da Saúde.

Em levantamento realizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), junto aos seus associados, no dia 18 de março de 2021, ficou clara a escassez de medicamentos essenciais para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19, especialmente os sedativos necessários para intubação. Alguns destes medicamentos têm estoque médio de apenas quatro dias, como é o caso do propofol e cisatracurio.

Estoque atual:

•Propofol – 4 dias

•Cisatracurio – 4 dias

•Atracúrio – 4 dias

•Rocuronio – 9 dias

•Midazolam – 14 dias

•Fenatanila – 19 dias

Entendemos a preocupação do governo em garantir os insumos necessários para a atenção aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), mas a situação do setor privado também é bastante preocupante e, certamente, atingirá o seu ápice nos próximos dias. Caso essas instituições fiquem sem as medicações necessárias para os procedimentos exigidos em pacientes acometidos pela Covid-19, a alta demanda dos hospitais privados sobrecarregará ainda mais o setor público– agravando a situação do sistema de saúde brasileiro.Nos últimos dois dias, houve várias requisições, desorganizando a cadeia de suprimentos e privando hospitais dos recursos necessários já contratados para atender à crescente demanda de pacientes com a Covid-19.Assim sendo, solicitamos ao Ministério da Saúde e demais órgãos competentes atenção urgente em relação à esta questão crítica que a saúde está vivendo, colocando em risco a vida dos pacientes.

Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp)”

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